HERMÈS COLOCA NOVA YORK À MESA EM JANTAR PARA CELEBRAR NOVA BOUTIQUE NO BROOKLYN
Para marcar sua chegada definitiva a Williamsburg, a maison francesa transformou o skyline da cidade em uma instalação que atravessou a mesa de jantar e levou o conceito da arquitetura até o menu.

Há muitas maneiras de inaugurar uma loja. A Hermès decidiu construir uma cidade.
Para celebrar sua nova boutique permanente em Williamsburg, no Brooklyn, a maison francesa realizou um jantar no Powerhouse Arts em que Nova York deixou de ser apenas o endereço do evento e passou a ocupar literalmente o centro da mesa. Centenas de construções em miniatura formaram um extenso skyline iluminado em tons de roxo, posicionado entre pratos, taças e convidados.
A instalação foi concebida pela Hermès International e produzida pelo STUDIO BOUM, transformando a mesa em uma espécie de maquete viva da cidade. No lugar dos tradicionais arranjos de flores ou objetos decorativos, pequenos edifícios percorriam o espaço, criando a sensação de jantar em meio a uma Nova York reduzida à escala dos convidados.
O conceito também chegou à gastronomia. O chef Sansho levou a mesma paleta visual para o menu, conectando os pratos à direção de arte da noite. Entre as criações servidas estavam kanpachi cru com caviar Ossetra, além de ingredientes como couve-flor roxa e batata-doce roxa, acompanhando os tons que dominavam a instalação. Para encerrar, uma pavlova de três camadas chamada “Sunset” fazia referência ao pôr do sol sobre a cidade.
Essa continuidade entre cenografia, iluminação, gastronomia e arquitetura fez com que a experiência fosse além de uma mesa visualmente impactante. Em vez de simplesmente colocar a marca no centro da celebração, a Hermès escolheu colocar Nova York.
O jantar marcou a chegada da nova localização permanente da maison em Williamsburg, depois de uma presença temporária no bairro. A boutique reúne os 16 métiers da casa em dois pavimentos e representa a 44ª unidade da Hermès nos Estados Unidos.
O projeto arquitetônico ficou a cargo da RDAI, agência parisiense responsável por diversos espaços da Hermès ao redor do mundo. Em Williamsburg, o ponto de partida foi a própria identidade do bairro. Do lado de fora, o edifício apresenta uma composição de cinco fachadas com diferentes trabalhos de alvenaria, em referência à arquitetura de tijolos característica do Brooklyn. No interior, materiais, texturas e elementos industriais dialogam com a ideia de uma oficina contemporânea, enquanto trabalhos de artistas ligados a Williamsburg aproximam o universo da maison da cena criativa local.

A escolha do bairro também acompanha as transformações de Williamsburg nas últimas décadas. A região se consolidou como um importante endereço de moda, gastronomia, arte e varejo no Brooklyn, atraindo marcas que antes concentravam suas operações de luxo em regiões mais tradicionais de Manhattan.
Mais do que apresentar uma nova loja, a inauguração mostra como as grandes maisons vêm repensando a maneira de criar experiências ao redor de suas marcas. Eventos deixam de funcionar apenas como vitrines de produto e passam a construir universos temporários pensados para serem vividos, fotografados e lembrados.
No Powerhouse Arts, a Hermès fez isso sem recorrer aos seus códigos mais óbvios. A protagonista da noite não era uma bolsa, uma coleção ou mesmo a tradicional caixa laranja da maison. Era a própria cidade.
Por uma noite, Nova York não estava do lado de fora. Estava entre os pratos.




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