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DEPOIS DE VINTE ANOS EM WIMBLEDON, A RALPH LAUREN DEIXOU DE PARECER UMA MARCA PATROCINADORA. VIROU PARTE DA TRADIÇÃO.

  • 13 de jul.
  • 2 min de leitura

Atualizado: 15 de jul.

Tem um momento em que uma parceria deixa de precisar se explicar. Você não olha mais para ela como um patrocínio, ela simplesmente faz sentido. É exatamente isso que acontece hoje entre a Ralph Lauren e Wimbledon.



Em 2026, a marca completa vinte anos como Parceira Oficial do torneio e inicia sua terceira década ao lado do campeonato mais tradicional do tênis. O tempo, por si só, já chama atenção. Mas o que realmente impressiona é perceber como essa relação foi construída. Desde 2006, a Ralph Lauren veste árbitros, juízes de linha e boleiros. Depois de duas décadas, ela deixou de ocupar um espaço publicitário para ocupar um lugar na identidade visual de Wimbledon. É difícil imaginar o torneio sem aqueles uniformes.



Esse pertencimento explica por que as ativações deste ano parecem uma extensão natural do campeonato. Enquanto as partidas aconteciam no All England Club, a Sloane Square, em Londres, foi transformada no RL Clubhouse. O espaço reuniu transmissões ao vivo, Ralph's Coffee, uma loja temporária, oficinas, atividades para crianças e grandes esculturas do Polo Bear cobertas por grama. Não era apenas uma ação promocional, era Wimbledon acontecendo fora de Wimbledon.


A mesma lógica apareceu nas coleções lançadas durante o torneio. Pela primeira vez, a Purple Label ganhou uma cápsula exclusiva inspirada em Wimbledon, produzida artesanalmente na Itália. Ao mesmo tempo, a Polo Ralph Lauren apresentou novas peças que reinterpretam o vestuário clássico do tênis, enquanto produtos vintage produzidos ao longo dos últimos vinte anos voltaram às prateleiras. A roupa, o café, a praça, o varejo e o torneio passam a contar a mesma história, sem parecer que estão tentando vender alguma coisa.



Talvez seja essa a principal diferença entre uma marca que patrocina um evento e uma marca que passa a fazer parte dele. Depois de vinte anos, a

Ralph Lauren não precisa lembrar o público da parceria. As pessoas simplesmente esperam encontrá-la em Wimbledon. Quando isso acontece, o patrocínio deixa de ser uma ação de marketing e passa a fazer parte da memória coletiva de quem acompanha o torneio.


por Bia Figueiredo Curadora de marcas, experiências e estratégias sensoriais.

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