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OS PANETONES MAIS DESEJADOS DO ANO E O BRANDING POR TRÁS DELES

  • Foto do escritor: Adriano Straliotto
    Adriano Straliotto
  • 9 de dez. de 2025
  • 3 min de leitura

No calendário simbólico do final do ano, poucas coisas despertam tanta afetividade coletiva quanto um bom panetone (Eu amo!). Mas, nos últimos anos, ele deixou de ser apenas um clássico natalino para se tornar objeto de desejo, item colecionável e manifestação estética das marcas.

O panetone virou linguagem… cultural, sensorial e de branding.

Nesta matéria, reúno três dos panetones mais desejados da temporada e analiso o que cada um revela sobre o Luxo contemporâneo, suas narrativas e seus códigos silenciosos.

01. Copacabana Palace × Gisela Pecego

Brasilidade poética, hotelaria histórica e um toque de arte

O Copacabana Palace, que dispensa apresentações, transforma tradição em autoralidade com seu panetone artesanal assinado pelo chef Nello Cassese.

Mas o protagonista deste ano são as três latas colecionáveis criadas pela artista e designer Gisela Pecego.

A estética é pura poesia brasileira:— bananas e abacaxis reinterpretados em aquarela;— tucanos tropicais em composição gráfica;— o calçadão de Copacabana desdobrado em formas orgânicas;— a fachada do hotel como símbolo central, quase como um brasão contemporâneos.

É o encontro entre patrimônio, arte e afeto.

Além disso, 10% das vendas são destinadas ao Solar Meninos de Luz, reforçando um ponto importante: o Luxo que se compromete devolve significado para o consumo.

02. Fasano

Italianidade refinada e a estética do “menos é mais”

O panetone Fasano é a tradução perfeita do seu DNA: italianidade, tradição e elegância silenciosa.

A estética é minimalista, refinada, sem excessos, exatamente como o lifestyle da marca.Aqui, não há maximalismo nem busca por chamar atenção: o luxo é percebido, não declarado.

O panetone torna-se extensão natural do universo Fasano: uma celebração do clássico, da memória afetiva e do sabor como experiência de tempo e herança.

Um case de branding que ensina: constância é tão poderosa quanto inovação.

03. Dolce & Gabbana × Fiasconaro

Maximalismo siciliano e o poder do colecionismo

Aqui, o panetone é apenas o começo.O grande protagonista é a lata, que se tornou item de colecionador no mundo inteiro.

Criadas pelos irmãos Fiasconaro em colaboração com a Dolce & Gabbana, as embalagens são o retrato estético da Sicília:— cores vibrantes;— arabescos;— símbolos folclóricos;— referências artesanais;— narrativas culturais.

Um presente que representa viagem, afeto, memória e a força da moda como linguagem cultural.

Esse panetone prova que marcas podem transformar tradição em fantasia. E fantasia, em desejo.

O que esses panetones ensinam sobre branding e desejo?

1. Embalagem é narrativa

Não é só embalagem: é identidade, é universo simbólico, é desejo materializado.

2. Colaboração eleva percepção

Quando duas forças criativas se encontram (como Gisela + Copa, DG + Fiasconaro), o produto ganha outro patamar.

3. Edição limitada cria urgência

O consumidor compra por afeto, mas também pelo medo de perder.

4. Sazonalidade é oportunidade estratégica

O final do ano é terreno fértil para produtos que reforçam marca, storytelling e lifestyle.

5. O Luxo de hoje é cultural

Mais do que sabor, as pessoas procuram história, autenticidade, estética e significado.

No fim, não estamos falando de panetones. Estamos falando de marcas que entenderam algo essencial:

O Luxo contemporâneo nasce quando tradição, estética e afeto se encontram. E, quando isso acontece, até o panetone vira cultura.

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Bia Figueiredo

Branding, curadoria e comportamento no mercado de Luxo.

Para marcas que entendem que elegância é também uma forma de estratégia.

Entre em contato para propor parcerias editoriais ou branded content exclusivo – contato@biafigueiredobf.com

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