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HORSEBIT: O RETORNO SILENCIOSO DA GUCCI AO PODER DOS CÓDIGOS INVISÍVEIS

  • Foto do escritor: Adriano Straliotto
    Adriano Straliotto
  • 4 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

No Luxo, há movimentos que não fazem barulho, mas mudam tudo.

É o caso do horsebit, o elemento equestre que acompanha a Gucci desde 1953 e que, agora, retorna com força não mais como detalhe de bolsas, mas como IYKYK logo: um símbolo que só quem conhece… reconhece.

É o Luxo falando baixinho.

Por que isso importa agora?

Depois de um ciclo de maximalismo, monogramas oversize e reforço de identidade explícita, o mercado está voltando ao que chamo de códigos silenciosos: formas, ferragens, costuras e texturas que funcionam como assinatura, sem precisar de assinatura.

O horsebit entrando nas roupas confirma esse movimento.

Não é apenas estética.

É estratégia.

O horsebit como IYKYK logo da Gucci

Por décadas, o horsebit viveu nas bolsas e nos sapatos, ícone reconhecido entre iniciados.

A novidade é levá-lo para o denim, para o blazer, para o streetwear.

Isso transforma o horsebit de “detalhe histórico” em código visual ativo, capaz de:

• gerar reconhecimento instantâneo

• diferenciar sem estampar

• conectar gerações (heritage + contemporâneo)

• sofisticar o olhar do consumidor

E o mais importante:

O horsebit reposiciona a Gucci em um novo capítulo onde luxo é menos sobre mostrar e mais sobre entender.

O que são, afinal, os IYKYK logos?

São os símbolos não-declarados do branding moderno.

A sigla significa “If You Know, You Know”.

Ou seja: códigos que só quem está imerso no universo da marca identifica.

Os grandes exemplos incluem:

Margiela: os quatro pontos de costura

Bottega Veneta: o intrecciato

Chanel: o matelassê reconhecível a metros

Loewe: as curvas e dobras orgânicas

Dior: as estruturas esculpidas da linha Bar



Essas marcas não precisam gritar — elas treinam o olhar.

Por que esse movimento está crescendo?

Porque estamos na era da sofisticação cognitiva.

Depois de anos de logos evidentes, o consumidor high-end quer códigos que sinalizem pertencimento sem ostentação.

E as marcas querem trabalhar valor percebido sem depender do óbvio.

É uma troca silenciosa e poderosa.

O que marcas brasileiras (de qualquer setor) podem aprender com isso

Aqui entra o que amo e sempre entrego: transformar comportamento de Luxo em estratégia aplicável. Então vamos lá…

Toda marca precisa de três tipos de códigos:

1. Código visual

Uma textura, cor, forma, assinatura gráfica, tipo de luz, forma de compor imagem.

2. Código comportamental

Um gesto no atendimento, um ritual, uma experiência que sempre se repete.

3. Código sensorial

Aroma, som, temperatura do ambiente, ritmo de fala, textura de embalagem.

E essa é a lição central dessa matéria:

Códigos silenciosos constroem reconhecimento sem esforço e isso vale para clínicas, restaurantes, lojas, salões, influencers e qualquer marca pessoal.

O horsebit da Gucci não volta por nostalgia.

Volta porque ensina como construir uma marca que conversa até no silêncio.

No fim, é simples:

O Luxo está evoluindo para o invisível.

Para o detalhe que só alguns percebem.

Para a marca que não precisa se apresentar, porque quem importa já sabe.

E o horsebit é o símbolo perfeito dessa nova era.

___________

Bia Figueiredo

Branding, curadoria e comportamento no mercado de Luxo.

Para marcas que entendem que elegância é também uma forma de estratégia.

Entre em contato para propor parcerias editoriais ou branded content exclusivo – contato@biafigueiredobf.com

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