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COLLABS AINDA FAZEM SENTIDO OU JÁ VIRARAM PANETONE EM SETEMBRO?

  • 10 de jun. de 2025
  • 2 min de leitura

Do hype ao excesso — quando a parceria perde a graça (e o propósito).


BFers, vocês lembram da primeira vez que uma collab fez seu coração bater mais forte? Talvez tenha sido H&M + Karl Lagerfeld. Ou Louis Vuitton + Supreme. O encontro de dois mundos, improvável e potente, com aquele gostinho de “nunca mais vai acontecer igual”.



Pois é. Agora acontece… toda semana.


O que antes era raro virou recorrente. E o que era disruptivo virou fórmula. Resultado? A colaboração, que já foi símbolo de ousadia criativa, anda correndo o risco de virar… panetone em setembro.


Aparece cedo demais, dura tempo de menos e ninguém mais sabe se ainda quer.

As collabs cansaram? Sim. Mas não todas.


O que está em crise não é a ideia em si, mas o excesso dela. É a repetição sem causa. O barulho sem música. A “estratégia” que esquece o afeto.


O consumidor de Luxo percebe. E rejeita. Porque esse público não quer só produto, quer intenção. Quer história. Quer coerência estética e, principalmente, quer verdade.

E verdade não se entrega com urgência. Se constrói com propósito.


As colaborações que sobrevivem são aquelas em que as marcas se encontram de forma simbólica, e não apenas comercial. Quando existe diálogo criativo, respeito mútuo e identidade forte dos dois lados.


São collabs que nascem com alma, e não só com press release.


A boa notícia? A saturação também é um filtro. Ela ajuda a separar o que é hype passageiro daquilo que realmente entra para o histórico da moda.


Aliás, como tudo no Luxo: quando o mercado grita, o verdadeiro valor está no silêncio. E talvez as melhores collabs do futuro sejam aquelas que a gente descobre devagar.


Sem lançamento, sem fila, sem alarde. Só um bom design e um grande porquê.


E aí, BFers… qual collab ainda te emociona? Ou já estamos todos à espera de algo mais genuíno?

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