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PIJAMA NÃO É SÓ PIJAMA. E TALVEZ NUNCA TENHA SIDO.

  • 16 de ago. de 2025
  • 2 min de leitura

Se o sono virou status e o conforto, um novo código de estilo… por que ainda insistimos em tratar o pijama como uma peça menor, confinada ao quarto?


Não estamos falando apenas de roupas para dormir, mas de um produto com potência de lifestyle, de comportamento, de cultura. Um híbrido de estética e bem-estar que atravessa a rotina com leveza e intenção: do café da manhã ao aeroporto, do home office ao happy hour.


Lá fora, o mercado já acordou: o segmento global de sleepwear movimenta mais de 15,5 bilhões de dólares e deve alcançar 23,4 bilhões até 2034. Os dados não mentem. Em 2024, vídeos com pijamas no TikTok cresceram 314%. As visualizações explodiram: +817%. A rotina íntima virou conteúdo. E o pijama, protagonista.


Enquanto isso, por aqui, seguimos empurrando o pijama para debaixo do edredom, muitas vezes mal comunicado, sem narrativa e reduzido a uma peça sem identidade. Um desperdício, especialmente em um país que sabe trabalhar conforto, sensualidade e clima informal como poucos.


Talvez o estranhamento venha disso: o sleepwear desafia os códigos que aprendemos. Ele flerta com o íntimo. Ele é vulnerável. E o mundo ainda tem dificuldade em aceitar o que é vulnerável como desejável.


Mas é exatamente esse movimento que o torna tão potente. Porque, mais do que uma tendência, vestir-se com um bom pijama se tornou uma forma de autocuidado. A peça que te acolhe no momento mais íntimo do dia hoje também te dá segurança para abrir a porta, sair de casa, aparecer na reunião. E mais do que isso: comunica quem você é.


Essa nova estética do conforto é, na verdade, uma reeducação visual e emocional. Uma resposta à cultura da exaustão. Uma maneira de afirmar que estar bem consigo mesma é também uma escolha de estilo.


O sleepwear é híbrido por natureza. E como tudo que nasce em momentos de transição, ele incomoda no início, mas depois vira desejo intenso.


Talvez o pijama seja só o começo.


De um novo Luxo. De uma nova lógica. De uma moda que entendeu, finalmente, o ritmo da vida real.


É sobre vestir-se para estar bem como você mesma. E sim, isso pode, e deve, ser bonito.


Por Bia Figueiredo


Estrategista de branding e especialista em mercado de Luxo


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