O NATAL DA SENSIBILIDADE: POR QUE EMOÇÃO E CRAFT VOLTARAM A IMPORTAR?
O Natal sempre foi um termômetro emocional.
E em 2025, ele mostrou algo muito claro: as pessoas estão cansadas do impecável.
Campanhas excessivamente polidas, imagens hiperrealistas, narrativas aceleradas demais começaram a soar vazias. Ao mesmo tempo, animações simples, traços manuais, histórias sensíveis e até imperfeições visuais ganharam força.
Não é rejeição à tecnologia.
É rejeição ao atalho.
O debate em torno de campanhas criadas com inteligência artificial deixou isso evidente. Quando a tecnologia parece economizar cuidado, o público sente. Não é sobre pixels, é sobre presença.
Em contrapartida, marcas que apostaram em animação, craft, ritmo lento e estética afetiva foram celebradas. Porque, no fim do ano, ninguém quer ser impressionado. Quer ser reconhecido.
Outro fenômeno curioso foi a estética nostálgica: referências aos anos 90, decorações mais coloridas, cenas de família sem pose. Um Natal menos performático e mais vivido.
Esse movimento ensina algo importante para marcas, criadores e comunicadores: emoção não é efeito especial. É gesto.
E talvez o verdadeiro Luxo deste Natal tenha sido justamente esse, o direito de sentir sem precisar provar nada.
Eu gostei do que vi!
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Bia Figueiredo
Branding, curadoria e comportamento no mercado de Luxo.
Para marcas que entendem que elegância é também uma forma de estratégia.
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